A córnea é o tecido transparente que fica na frente do nosso olho, como se fosse o “vidro do relógio” e tem a função de permitir que a luz entre no olho para ser focalizada na retina.
O transplante de córnea é uma cirurgia onde se faz a troca da porção central da córnea doente por uma córnea sadia doadora (Fig. 1). Boa analogia é pensar na troca do vidro de um relógio que está fosco ou perdeu a transparência. A nova córnea é fixada com um fio especial de nylon muito fino (Fig. 2 e Fig. 3), com o auxílio de um microscópio cirúrgico. O paciente recebe anestesia local e não precisa passar a noite no hospital. O procedimento leva cerca de uma hora.
O número de transplantes penetrantes, ou da espessura total da córnea, tem diminuído, pois, com o advento de técnicas cirúrgicas de maior precisão, tornou-se possível transplantar somente as camadas doentes da córnea (Fig. 4). Isto significa que o transplante pode ser parcial, deixando-se intacta a parte boa da córnea e, assim, diminuindo a possibilidade de rejeição pós-cirúrgica.
Fig 4
Toda vez que o mundo exterior é percebido pelo olho humano, uma estrutura muito importante do globo ocular exerce papel fundamental. Podemos chamar a córnea como a “janela” do olho. Corresponde a região ocular mais anterior em forma de domo e suas fibras colágenas (estrutura anatômica microscópica), distribuiem-se perfeitamente a ponto de torná-la totalmente transparente. Além disto, precisa ser forte suficiente para proteger a região interna do olho contra traumas ou infecções, por exemplo.
A espessura da córnea tem em torno de 0,5 a 1 mm, sendo mais fina e regular na região central. Esses valores são uma média da população, podendo variar de pessoa para pessoa. Muitas situações podem ocasionar perda da função normal desta estrutura, ocasionando diminuição da transparência ou regularidade e, consequentemente, levar a baixa visão. Questões genéticas, ambientais, alérgicas, infecciosas ou mesmo disfunção na qualidade e quantidade da lágrima, estão relacionadas as principais doenças que acometem a córnea. Dentre estas, podemos citar o Ceratocone, a Síndrome do Olho Seco, as ceratites infecciosas (vírus, bactérias e outros parasitas), as distrofias corneanas (doenças genéticas), o trauma ocular, todas podendo ocasionar graves sequelas se não tratadas a tempo.
Atualmente, por conta da notável evolução dos tratamentos e novos medicamentos, todos estes problemas podem ser manejados com sucesso, exceto em raras exceções. Como exemplo, podemos citar o Transplante de Córnea, que tem atingido um nível de refinamento na técnica surpreendente nas últimas décadas. Os médicos especialistas do Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem realizam todas as variantes reconhecidas nacional e internacionalmente, desde o tradicional transplante penetrante até as técnicas lamelares mais avançadas, substituindo apenas a camada doente da córnea por um tecido doador saudável.
O paciente deverá usar comprimidos, colírios antibióticos e anti-inflamatórios. Dormir do lado contralateral ao olho operado. A recuperação visual é lenta e progressiva.
Os sinais clássicos de rejeição são baixa visual, olho vermelho, fotofobia (sensibilidade a luz) e dor ocular. Nestes casos deve-se procurar um especialista ou plantão oftalmológico para que seja corretamente diagnosticado e tratado. A rejeição pode ocorrer por toda a vida e não significa que se perde a córnea transplantada. Na maioria dos casos há boa recuperação quando o tratamento é feito precocemente.